04/03/12

Jefferson Simões, coordenador de projetos do PROANTAR. (Foto: Ulisses Bremer / UFRGS)

Lorenzo Peres

O professor Jefferson Cardia Simões, coordenador de projetos do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), concedeu uma entrevista exclusiva ao “blog da Política Externa Brasileira” relativa às perspectivas do programa brasileiro de pesquisa antártica após o incêndio que comprometeu parte da Estação Comandante Ferraz.

Jefferson Simões participou de 19 expedições polares, destacando a liderança em missões internacionais e uma travessia chileno-brasileira no verão de 2004/2005 (quando atingiu o Pólo Sul Geográfico) no manto de gelo antártico. No verão de 2008/2009 liderou a primeira expedição científica brasileira ao interior do continente antártico. É membro do Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas (CONAPA) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), representando-o no Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR) do Conselho Internacional para Ciências (ICSU) como delegado brasileiro.

Confira abaixo a entrevista:

Leia Mais…

Publicado por: Política Externa | 28/02/2012

Resumo de Política Internacional da Semana

28/02/12

Um panorama dos assuntos de Política Internacional da última semana:

  • Um incêndio atingiu a Estação Comandante Ferraz, base brasileira na Antártida. Segundo a Marinha, 2 militares morreram em conseqüência das chamas. No momento do acidente havia 30 pesquisadores no local, além de um alpinista que trabalha no apoio às atividades da base, 12 funcionários do Arsenal da Marinha do RJ e um representante do Ministério do Meio Ambiente. A presidenta Dilma manifestou solidariedade aos militares mortos, a quem chamou de “heróis”. Além disso, a presidenta anunciou que a estação será reconstruída. O acidente pode ter consequências políticas, despertando a opinião pública sobre as atividades brasileiras na Antártida e isso talvez repercuta no incremento orçamentário da Missão.

Foto: Armada de Chile / AFP

  • Os países da zona do euro aprovaram no dia 21 de fevereiro um pacote para evitar o calote grego que afetaria todo o continente europeu. A Eurozona deu sinal verde para um segundo resgate de RS 296 bilhões, tendo como contrapartida grega a cessão de parte da soberania do país e a aceitação de supervisão permanente pela Troika (grupo formado por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI).
  • A União Europeia parece querer usar a Hungria como exemplo para o resto do continente ao afirmar que deverá impor sanções ao país devido ao excessivo déficit orçamentário húngaro. A Comissão européia acena a possibilidade de suspender o acesso da Hungria aos fundos de apoio à coesão do bloco.
  • A renúncia de Christian Wulff da presidência da Alemanha no dia 17 de fevereiro, com efeitos imediatos, após diversos escândalos de corrupção, abre caminho para Joachim Gauck, indicado pelo governo e pela oposição. A maior parte dos analistas políticos alemães acredita que Gauck trará algo de novo ao cargo de Presidente da Alemanha, que será ocupado pela primeira vez por um alemão do leste (da antiga RDA). Gauck foi um dos principais protagonistas dos protestos que levaram à queda do muro de Berlim em 1990.
  • A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard foi reconduzida à liderança do Partido Trabalhista após grande vitória em uma votação interna contra seu rival Kevin Rudd no último dia 27. A votação ocorreu após Rudd renunciar ao cargo de Chanceler (ministro de relações exteriores) e anunciar que desejava retomar a liderança do partido a ao cargo de primeiro-ministro, que havia perdido em 2010 por conta de um golpe político interno. Rudd, após a derrota, anunciou total apoio à primeira-ministra.

Primeira-ministra australiana, Julia Gillard. (Foto: divulgação)

  • O ministro de relações exteriores da China repreendeu o Japão após o prefeito de Nagoya dizer a uma delegação de Nanjing que o massacre de civis protagonizado por japoneses na cidade, em 1937, provavelmente nunca ocorrera. A ocupação japonesa no território chinês ainda é tema responsável por diversas tensões entre os dois países. Nesta terça-feira (28), um jornal japonês publicou um editorial exigindo retratação do prefeito de Nagoya.
  • Pesquisa realizada pelo Instituto Politico/George Washington Battleground e divulgada na segunda-feira (27) revela que a diferença nas intenções de voto nas eleições dos EUA de novembro seria de 10%, com 53% favoráveis à reeleição de Barack Obama contra 43% pela eleição do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney. A diferença, caso o adversário fosse o ex-senador pela Pennsylvania, Rick Santorum, aumentaria para 11%, com 53% para Obama e 42% para Santorum.

Durante cerimônia, o novo líder iemenita recebeu das mãos do ex-ditador uma bandeira do país. Mansour Hadi vai governar por dois anos. (Foto: Reuters)

  • Confrontos entre exército e rebeldes no norte do Mali forçaram, desde meados de janeiro, 126.400 pessoas a abandonar seus lares, informou a ONU na última sexta-feira (24). Rebeldes tuaregues realizam a maior ofensiva no local desde uma rebelião em 2009. Eles exigem a autonomia no norte do Mali e lançaram diversos ataques a cidades da região desde janeiro.

blog da Política Externa Brasileira

Publicado por: Política Externa | 25/02/2012

Incêndio atinge a Estação Comandante Ferraz na Antártida

25/02/12

A Estação Comandante Ferraz, base brasileira na Antártida inaugurada em 1984, foi atingida por um incêndio às 2h de hoje (horário de Brasília). De acordo com a Marinha do Brasil, as chamas teria começado na praça de máquinas da estação, onde localizam-se os geradores de energia e que fica distante das estações científicas e dos alojamentos dos pesquisadores.

Incêndio na Estação brasileira (Foto: Armada de Chile)

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Publicado por: Política Externa | 21/02/2012

Resumo de Política Internacional da Semana

21/02/12

Um panorama dos assuntos de Política Internacional da última semana:

  • Em meio a violentos protestos nas ruas em Atenas, o governo grego aprovou um novo pacote de austeridade. As autoridades alemãs, no entanto, acreditam que mais cortes seriam necessários e pediram aos políticos gregos garantias por escrito de que se comprometerão com a manutenção do acordo após as eleições na Grécia em abril.

(Foto: AP)

  • A Casa Branca apresentou seu orçamento para o ano fiscal de 2013 prevendo a recuperação econômica gradual dos EUA, ainda que ameaçada pela instabilidade financeira na Europa. A previsão é de que a economia dos EUA cresça a uma taxa de 3% em 2012-2013 e a 4% em 2014. O presidente Obama usou a ocasião do lançamento orçamentário para defender o aumento de gastos em infraestrutura e maiores tributos sobre setores mais ricos da população norte-americana.
  • O vice-presidente da China Xi Jinping, mais cotado para assumir a presidência do país em 2013, prestou visita oficial aos EUA. Em encontro com Barack Obama, Xi Jinping convocou os EUA a promover medidas para incrementar a confiança mútua entre os dois países. A visita também teve caráter político já que, neste mês, a China vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU contra a Síria e foi fortemente criticada por países ocidentais. Somado a isso, há tensões comerciais entre EUA e China e a campanha norte-americana contra a soberania chinesa sobre a região do Tibete.
  • Henrique Capriles venceu as primárias da oposição venezuelana e deverá enfrentar o presidente Hugo Chávez nas próximas eleições à Presidência do país, que ocorrerão em outubro deste ano. Chávez afirmou que, independente do candidato da oposição, está confiante que se reelegerá presidente mais uma vez.
  • Após meses de negociações tensas, o Sudão e o Sudão do Sul assinaram um pacto de não-agressão, mas um acordo final sobre a divisão territorial entre os dois países ainda não foi obtido.

Os governos de Cartum e Juba mantêm uma relação muito tensa. (Foto: O País)

  • A Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria, na última quinta-feira, uma resolução condenando as violações de direitos humanos ocorridas na Síria e apelando que Damasco cesse imediatamente a onda de violência no país.

Fonte: blog da PEB

Publicado por: Política Externa | 08/02/2012

[artigo] Juca Paranhos: o barão bon-vivant

Patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco - cujo centenário da morte é lembrado este ano - curtiu muito a vida até ter atuação fundamental na consolidação do território nacional. (Foto: Wikimedia Commons)

06/02/12

Alexandre Belmonte

Corre o ano de 1862 e a boemia acadêmica está no seu apogeu: o Romantismo está em toda a parte. No quarto de uma república na esquina do Beco dos Cornos, em São Paulo, o futuro barão dorme com a cabeça apoiada num velho paletó, enfiado a socos numa fronha, após uma noite de algazarra. A luz é de velas, postas em gargalos de garrafa. Uma ruidosa comemoração acaba de acontecer.

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