Publicado por: Política Externa | 02/08/2011

Brasil atuará em mediação na Síria

Bashar al Assad, presidente sírio. (Foto: AFP)

02/08/11

Sergio Leo

De Brasília – O governo brasileiro envia, nesta semana, uma missão de diplomatas a Damasco, na Síria, para juntar-se a enviados da Índia e da África do Sul, na tentativa de convencer o governo de Bashar al Assad a cessar com a censura e repressão aos manifestantes, cumprindo suas promessas de abertura democrática e liberdade de manifestação. O esforço diplomático é acompanhado de uma dura condenação às ações do governo, que matou pelo menos uma centena de pessoas em ataque do Exército a rebeldes na cidade de Hama, há três dias. A ação foi recebida com “indignação”, diz nota do Itamaraty divulgada ontem à noite.

A missão conjunta de Brasil, Índia e África do Sul (países que formam o grupo conhecido como Ibas) tem a intenção de cobrar do governo local o compromisso assumido com o Ocidente, de preservar o direito de manifestação e expressão dos sírios, embora os diplomatas saibam que as autoridades locais negam haver repressão – as ações militares, segundo o governo Assad, seriam apenas reação a movimentações terroristas.

Desconfortável por se tratar de um antigo aliado, o governo brasileiro não tem deixado de apoiar ações contra os abusos do regime sírio, nas discussões internacionais. O Brasil foi um dos países que, contra os votos de Rússia e China, aprovou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenou os abusos contra direitos humanos na Síria e decidiu enviar um emissário especial ao país, para relatar a situação.

Ao declarar o voto, porém, a representante brasileira no conselho, embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo, elogiou a “disposição” e abertura ao diálogo da delegação síria e lamentou a falta de consenso. O governo tem se equilibrado entre manifestar interesse em uma “saída negociada” e repudiar a repressão sangrenta promovida pelas forças de Assad. Em abril, o Itamaraty manifestou em nota “repúdio” à ação militar contra manifestantes desarmados.
Segundo um auxiliar do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, o Brasil espera que as pressões sobre a Síria evitem uma ação militar como a que a ONU vem promovendo contra a Líbia. Ainda há uma expectativa de saída negociada, disse o diplomata, e a missão deverá comprovar se os fatos confirmam essa impressão.

Fonte: Valor Econômico

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